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Parentalidade positiva: saiba como aplicar o conceito e melhorar seu relacionamento com seu filho

Parentalidade positiva

Você já ouviu falar em parentalidade positiva? A seguir, entenda como você pode aplicar essa filosofia dentro de casa e dar os primeiros passos em direção a uma criação infantil baseada na gentileza e no respeito.

Sabemos que não existe uma fórmula mágica de como educar nossos filhos de forma amorosa e, ao mesmo tempo, que ensina disciplina a eles. Podemos ler diversos livros e fazer vários cursos, mas sabemos que na prática não é tão simples quanto pode parecer.

Educar é um dos maiores desafios das pessoas, e, por mais que se estude e se discuta a respeito, os filhos não vêm com manual. Nesse contexto, a parentalidade positiva não é mais uma moda, ou conjunto de regras para se criar filhos, mas sim uma filosofia a ser levada para além do contexto familiar.

Que tal entendermos mais sobre o assunto?

O que é parentalidade positiva?

Em conjunto com a chamada disciplina positiva, a parentalidade positiva tem como base a promoção do respeito mútuo na relação entre pais e filhos e na educação construtiva. Assim, a educação parental é guiada por firmeza e empatia, focando sempre no melhor interesse da criança.

A parentalidade positiva nada mais é que uma filosofia que permite aos pais olhar para seus filhos com mais humanidade, como indivíduos em formação e que precisam de orientação e não apenas de ordens.

O intuito é combinar firmeza e gentileza e permitir a evolução da criança por meio do preparo e do reconhecimento, com fixação de limites e sem violência tanto física quanto verbal.

Nesse sentido, a prática da parentalidade positiva deixa de lado velhos padrões da educação, como o castigo, a punição e o poder, e se apoia na cooperação e no respeito.

Entenda ainda mais sobre parentalidade positiva no vídeo abaixo:

Disciplina positiva X punitivismo:

Embora a parentalidade positiva possibilite com que as crianças assumam pequenas responsabilidades dentro de casa e tenham liberdade para tomar certas decisões – de acordo com sua faixa etária e maturidade – a filosofia exige esforço e dedicação constantes por parte dos responsáveis, que precisam estar emocionalmente disponíveis para uma criação que foge do superficial.

É claro que isso não significa uma ausência de limites dentro da disciplina positiva. Mas, ao contrário do que acontece em um ambiente familiar que valoriza a educação punitiva, a parentalidade positiva vê esses limites como algo saudável, e devem ser estabelecidos sem necessidade de um comportamento ditatorial, imposições severas baseadas em castigos, broncas ou discursos de intolerância.

Enquanto a criação severa, muitas vezes chamada de “tradicional”, envolve pais e mães fechados a novas ideias e ao diálogo, na educação positiva vale a comunicação construtiva e aberta, baseadas no respeito mútuo, firmeza na fala e entendimento das diferenças.

O que considerar na hora de colocar a parentalidade positiva em prática?

Podemos dizer que a parentalidade positiva é o caminho do meio entre a ditadura e a permissividade. Uma linha em que a autoridade dos pais não é questionada, no entanto, a criança é compreendida e respeitada.

Na prática, é fundamental usar alguns macetes para aplicar essa filosofia diariamente, como:

  • Entender os aspectos de cada fase da evolução infantil;
  • Conhecer a personalidade da criança;
  • Respeitar seus sentimentos;
  • Impor limites com empatia e paciência;
  • Criar vínculos;
  • Deixar que aprenda por meio dos frutos de suas escolhas;
  • Disciplinar sem castigar.

Todos esses pontos têm em comum alguns alicerces que sustentam a parentalidade positiva e precisam ser destacados:

Segurança

Uma das principais finalidades da parentalidade positiva está ligado à carência de combater e prevenir os maus tratos infantis. Assim, promover a segurança da criança é um dos pilares da filosofia.

Há um entendimento de que a violência, de qualquer ordem, não ensina e nem promove condutas mais adequadas, apenas educa pelo medo da reação dos pais.

Felicidade

Esse ponto ressalta o reforço positivo como o caminho para a construção de aptidões, como a resiliência e a resistência. Nesse contexto, é essencial que os pais valorizem as emoções positivas, como a felicidade, apostando na criação de vínculo, no incentivo da relação pessoal e na promoção dos interesses e pontos fortes individuais.

Comunicação

Outra abordagem muito importante é o diálogo positivo, tanto na forma quanto no conteúdo, o que significa rescindir gritos, ameaças e ofensas. Trata-se de perceber que é muito mais fácil quando a criança colabora e que isso não se conquista sem respeito.

Quando os pais perdem o controle, só deixam a criança mais nervosa e agitada, criando uma verdadeira bola de neve. Qualquer relação respeitosa pressupõe um diálogo positivo, e entre pais e filhos não é diferente.

Limites

Ao contrário do que muitos pensam, a parentalidade positiva não tem nada a ver com deixar os filhos fazerem o que quiserem, mas sim com entender suas carências e ensiná-los a lidar com o que pode e o que não pode.

Dessa forma, a criança entende quais são os seus limites desde cedo.

Carências físicas

Assim como a segurança é um dos grandes receios da parentalidade positiva, a ajuda às carências físicas também é. Nesse sentido, é indispensável compreender as demandas de cada criança de maneira única e entender que ela não tem maturidade para lidar com certas carências.

Por exemplo, a conduta de uma criança de 2 anos é muito afetada por suas carências físicas, como fome, sono, calor etc. Dessa forma, atendê-la em suas vontades é muito importante.

Fase de evolução

Outro ponto muito importante é entender a fase de evolução da criança, sem esperar dela aptidões que vão além da sua maturidade. Por exemplo, até mais ou menos os 3 anos, a criança ainda se vê como o centro do universo, sendo para ela difícil entender conceitos como compartilhar, emprestar etc. Dessa forma, é necessário ensiná-la com empatia.

As crianças passam por várias etapas de evolução, e é importante ter um olhar carinhoso para isso.

Emoções

Por fim, a parentalidade positiva enfoca as emoções, acolhendo os sentimentos infantis. Não é porque uma vontade não será atendida que os pais não devam compreender a frustração de seu filho e tentar amenizá-la com afeto.

Outro ponto fundamental é nomear as emoções, apontando para a criança aquilo que ela está sentindo e ensinando-a a lidar com a situação.

Em resumo, podemos dizer que existem três caminhos a se tomar ao educar:

  • Autoritarismo;
  • Permissividade;
  • Equilíbrio entre eles, que é o que prega a disciplina positiva.

Nós, do Colégio Petrópolis, acreditamos muito na parentalidade positiva e apoiamos a inserção dessa filosofia no dia a dia das crianças.

Não deixe de acompanhar o nosso blog para ficar por dentro de mais reflexões, curiosidades, novidades e tendências do mundo da educação.

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